RONCO E APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO

Tratamento não termina na entrega de um aparelho.

Um aparelho intraoral para ronco e apneia precisa fazer mais do que simplesmente manter a mandíbula avançada durante o sono.

Ele precisa ser individualizado, confortável, ajustável e capaz de acompanhar a resposta de cada paciente ao tratamento.

Na Ortoscience, trabalhamos com uma lógica de tratamento progressivo: o aparelho é construído, instalado, calibrado e monitorado até que sua performance possa ser objetivamente conhecida.

Porque, quando se trata de apneia do sono, o resultado não deve ser presumido. Ele precisa ser medido.

PMX4-MCR-MAX-BioControl

BIOCONTROL + SISTEMA PMX4

Um aparelho desenvolvido para ser ajustado ao paciente — e não o paciente ao aparelho.

O BioControl representa a configuração de aparelho intraoral utilizada atualmente pela Ortoscience para o tratamento do ronco e da apneia obstrutiva do sono quando existe indicação para terapia de avanço mandibular.

Ele combina uma arquitetura multicamadas reconfigurável ao sistema de avanço mandibular PMX4, permitindo que diferentes características do aparelho sejam trabalhadas durante o acompanhamento clínico.

O objetivo não é simplesmente produzir um aparelho e entregá-lo pronto.

O objetivo é criar uma estrutura que possa ser calibrada ao longo do tratamento, acompanhando a resposta funcional, o conforto e a performance observada em cada paciente.

NÃO BASTA AVANÇAR A MANDÍBULA

Os aparelhos de avanço mandibular atuam mantendo a mandíbula em uma posição mais anterior durante o sono, contribuindo para uma configuração mais favorável das vias aéreas superiores.

Mas protrusão mandibular não é a única variável de um aparelho intraoral.

A performance clínica também pode ser influenciada pela forma como o aparelho foi construído, pela relação entre as arcadas, estabilidade, retenção, dimensão vertical, liberdade de movimento e conforto durante muitas horas de uso.

E existe ainda uma variável que nenhum projeto consegue determinar antecipadamente:

A resposta individual de cada paciente.

Duas pessoas com exames aparentemente semelhantes podem responder de maneira diferente ao mesmo grau de avanço mandibular.

Por isso, na Ortoscience, o tratamento não é baseado apenas em uma posição inicial escolhida para a mandíbula.

A posição inicial é o começo do processo — não a conclusão.

UM APARELHO QUE PODE SER CALIBRADO

Porque a primeira configuração não precisa ser a configuração definitiva.

Durante o tratamento, o aparelho pode precisar de modificações.

Pode ser necessário alterar a protrusão mandibular.

Pode ser necessário rever relações de contato, estabilidade ou conforto.

Pode ser necessário observar como o paciente responde a uma nova configuração antes de avançar novamente.

O sistema PMX4 permite titulação progressiva da posição mandibular, enquanto a arquitetura BioControl foi desenvolvida para permitir intervenções e reconfigurações clínicas em diferentes elementos construtivos do aparelho.

Isso muda a lógica do tratamento.

Em vez de considerar cada aparelho uma estrutura definitiva, procuramos trabalhar com um sistema que permita evoluir o projeto à medida que conhecemos melhor a resposta daquele paciente.

CONFORTO TAMBÉM FAZ PARTE DA PERFORMANCE

Um aparelho pode apresentar um projeto tecnicamente sofisticado e ainda assim fracassar se o paciente não conseguir utilizá-lo regularmente.

Por isso, eficiência e conforto não devem ser tratados como objetivos opostos.

O aparelho permanece na boca durante muitas horas e precisa conviver com movimentos mandibulares, musculatura, dentes, articulações e diferentes posições adotadas durante o sono.

A proposta do BioControl é buscar equilíbrio entre:

controle mandibular, estabilidade, liberdade funcional e conforto.

Porque um tratamento só pode funcionar durante o sono se o paciente conseguir realmente dormir utilizando o aparelho.

O RESULTADO NÃO É PRESUMIDO. ELE É MEDIDO.

Melhorar o ronco é importante. Saber o que aconteceu com a apneia é diferente.

O ronco é uma informação clínica valiosa e pode ser acompanhado durante o processo de calibração do aparelho.

Sua redução pode indicar que houve uma mudança importante no comportamento das vias aéreas durante o sono.

Mas redução do ronco não significa necessariamente controle da apneia obstrutiva do sono.

Por isso, quando existe diagnóstico de apneia, não utilizamos apenas a percepção do paciente, do parceiro ou a intensidade do ronco para concluir que o tratamento funcionou.

A performance precisa ser verificada através de dados objetivos do sono.

Essa diferença é fundamental.

Uma coisa é perceber melhora.
Outra é demonstrar resultado.

MONITORAMENTO DURANTE A CALIBRAÇÃO

Durante determinadas etapas do tratamento, o acompanhamento domiciliar pode ajudar a observar tendências e comparar diferentes configurações do aparelho.

Podemos analisar alterações no comportamento do ronco e, quando disponíveis no protocolo utilizado, outros parâmetros relacionados ao sono e à respiração.

Essas informações ajudam a orientar decisões clínicas:

manter a configuração, avançar, recuar, reconfigurar ou investigar novamente.

O monitoramento deixa de ser apenas uma fotografia final do tratamento e passa a participar do próprio processo de calibração.

CONFIRMAÇÃO OBJETIVA DO RESULTADO

Quando tratamos apneia, precisamos saber o que aconteceu durante o sono.

Depois que uma configuração considerada adequada é alcançada, o tratamento precisa ser avaliado através de exame objetivo do sono apropriado ao caso.

É essa avaliação que permite observar o comportamento dos eventos respiratórios e outros parâmetros relevantes enquanto o paciente utiliza o aparelho.

Se a resposta for adequada, temos evidência para sustentar a configuração encontrada.

Se a resposta ainda não for satisfatória, os dados ajudam a orientar a próxima decisão.

Medir não serve apenas para comprovar que o tratamento funcionou.
Serve também para mostrar quando ainda precisamos melhorar.

COMO CONDUZIMOS O TRATAMENTO

1. Avaliação inicial

Conhecemos a história do paciente, seus sintomas, exames anteriores, condição odontológica, musculatura, articulações e características funcionais relevantes para o planejamento.

Quando existe suspeita de apneia ainda não investigada adequadamente, é necessário realizar a avaliação e o exame do sono apropriados antes de concluir o diagnóstico e definir a estratégia terapêutica.

2. Planejamento individual

Não existe uma configuração universal.

A posição mandibular inicial, relações entre as arcadas e características construtivas do aparelho são planejadas de acordo com as condições clínicas de cada paciente.

3. Construção do BioControl

O aparelho é individualizado sobre as arcadas do paciente e recebe o sistema PMX4 de avanço mandibular.

A construção procura integrar retenção, estabilidade, conforto, posicionamento e possibilidade de ajustes posteriores.

4. Instalação e adaptação

A primeira noite não define o resultado do tratamento.

Nas etapas iniciais avaliamos adaptação, conforto, contatos, comportamento muscular e resposta ao posicionamento mandibular escolhido.

Quando necessário, realizamos ajustes.

5. Titulação e calibração

A protrusão mandibular pode ser modificada progressivamente.

A evolução é determinada pela resposta do paciente e pelos dados obtidos durante o acompanhamento — e não simplesmente pela busca do maior avanço possível.

Mais avanço não significa automaticamente melhor resultado.

6. Monitoramento

Em determinadas etapas, informações obtidas durante o sono podem ajudar a comparar configurações e orientar a continuidade da calibração.

O objetivo é diminuir decisões baseadas apenas em percepção.

7. Exame de controle

Quando a configuração terapêutica é alcançada, um novo exame objetivo do sono permite avaliar a resposta ao tratamento utilizando o aparelho.

É nesse momento que podemos comparar os resultados com a condição inicial.

8. Acompanhamento

Mesmo depois de uma boa resposta, o tratamento precisa continuar sendo acompanhado.

O aparelho sofre uso, a condição odontológica pode mudar e a resposta clínica também pode se modificar ao longo do tempo.

Por isso, revisões periódicas fazem parte da terapia.

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Dr. José Roberto Fernandes

Especialista em tratamentos complexos

Graduação pela Universidade Federal de Uberlândia

Título de Ortodontista e Ortopedista Facial pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

CRO-DF: 3938 - IE:2269

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